Mobiliário como ativo estratégico: por que a depreciação de móveis comprados é um "ralo" financeiro para grandes empresas

Muitas empresas se questionam sobre as vantagens de comprar ou alugar o mobiliário corporativo, especialmente as mais recentes ou que têm perspectivas de crescimento ou mudança de endereço.
No intuito de apresentar o mobiliário corporativo como uma decisão financeira estratégica em 2026, redigimos um artigo que tem foco na otimização de balanços através da migração de Capex para Opex.
No texto vamos detalhar como a depreciação e os custos ocultos de ativos próprios (imobilizados) prejudicam o fluxo de caixa e impactam o custo de oportunidade das empresas, bem como podem ser um fator de limitação na sua expansão imediata.
O que é a depreciação de mobiliário corporativo e como ela afeta o balanço?
A depreciação do mobiliário corporativo ocorre no registro contábil que informa a perda de valor dos móveis de uma empresa no decorrer dos anos, como mesas, armários, estantes, cadeiras, estações de trabalho, sofás, poltronas, entre outros itens.
Todo item sofre com o desgaste natural do seu uso contínuo, tempo de fabricação e obsolescência, e consequentemente há a depreciação do mobiliário, que tem no balanço uma forma de distribuição do seu custo de acordo com a sua vida útil.
Ou seja, a depreciação do mobiliário no balanço é a alocação do custo desses bens ao longo do período em que ele é utilizado na empresa. De acordo com informações da Receita Federal, a estimativa de durabilidade desse tipo de utensílio é de cerca de 10 anos, e sua depreciação anual linear é de 10%.
Na DRE, Demonstração do Resultado do Exercício, o valor depreciado todos os anos deve ser lançado, reduzindo assim o valor do lucro líquido antes do imposto, e por isso o valor a pagar de IRPJ e Contribuição Social (CSLL) fica também menor.
O mobiliário como ativo estratégico
Para algumas empresas o mobiliário corporativo é visto como ativo estratégico, não sendo percebido apenas como mais um item operacional, pois o mobiliário corporativo representa um investimento também em seus colaboradores, na sua saúde física e bem-estar, no processo de produção, e representa a cultura organizacional, demonstrando que a empresa valoriza sua equipe.
Capex vs. Opex: a imobilização de capital em ativos depreciáveis
Existem duas formas das empresas contarem com mobiliário corporativo, OPEX e o CAPEX, que representa a compra dos ativos, imobilizando o capital no balanço patrimonial, uma vez que o bem é durável, algo em torno de 10 anos de acordo com a Receita Federal, e sua depreciação deve constar nos registros contábeis.
Muitas empresas atualmente enxergam essa opção como pouco ou nada vantajosa, pois há uma depreciação anual de cerca de 10% sobre seu valor de compra, além de requerer um investimento inicial muito alto, deixando de alocar essa verba em áreas de crescimento e desenvolvimento prioritários.
No caso das empresas que optam pela locação do mobiliário corporativo, o OPEX, o investimento mensal é muito menor que o da aquisição. O capital de giro pode ser investido em expansão ou contratações, e o valor do aluguel pode, e deve, ser deduzido na base de cálculo de impostos como despesa operacional.
O custo de oportunidade: o que sua empresa deixa de investir ao comprar móveis
Essa conta vem sendo feita de forma cada vez mais frequente pelas empresas, que preferem investir no crescimento organizacional a imobilizar o capital em ativos que depreciam anualmente e isso se chama custo de oportunidade.
Chamamos de custo de oportunidade o que a empresa pode obter de retorno financeiro ao investir o capital que seria imobilizado em ações estratégicas de vendas e marketing, pesquisas e modelos de desenvolvimento, avanço tecnológico ou expansão do estoque que se transforma e maior capacidade de vendas.
Para evitar a imobilização de capital em ativos depreciáveis, é fundamental contar com a John Richard, empresa que está há quase 30 anos no mercado de locação de mobiliário, e oferece flexibilidade e eficiência fiscal, eliminando riscos de obsolescência e garantindo que o capital da empresa foque no core business, e não em ativos de baixo valor residual.
Por que a compra de móveis é um "ralo" financeiro em 2026
Para analistas do mercado financeiro a compra de mobiliário corporativo pode significar a criação de um ralo financeiro, já que há uma série de fatores que acabam por transformar esse investimento em uma perda considerável de capital.
Obsolescência acelerada no modelo híbrido e flexível
Um dos fatores que podem transformar o investimento na compra de mobiliário em um ralo é a obsolescência, especialmente depois da pandemia de Covid 19, já que muitas empresas adotaram em um primeiro momento o modelo de jornada home office.
Depois que o isolamento acabou, algumas empresas optaram por manter seus colaboradores no trabalho à distância, e o mobiliário que era utilizado por eles ficou parado, praticamente sem uso, ainda que alguns funcionários tenham passado ao modo híbrido.
Outro fator importante é a questão ergonômica, já que um móvel comprado hoje pode não atender mais às demandas da empresa e de novos funcionários em um futuro bem próximo, e a venda desse tipo de mobiliário não é considerada fácil.
Custos ocultos: armazenamento, manutenção e logística de ativos próprios
Além do investimento inicial na compra do mobiliário corporativo e possíveis juros no seu parcelamento, existem outros custos embutidos que precisam ser considerados. A depreciação anual é o primeiro deles, mas também deve-se levar em consideração o custo de entrega e montagem depois de comprados.
Há a questão da manutenção, incluindo a limpeza frequente. Caso o mobiliário precise ser substituído por questões ergonômicas é preciso de espaço para armazenar os que ficaram sem uso e esse espaço tem um custo, seja de compra ou locação e ainda pode atrapalhar a chegada de novos colaboradores que precisem de uma área de trabalho.
A dificuldade de revenda: o baixíssimo valor residual do mobiliário usado
Atualmente a opção de locação de mobiliário tornou-se uma das melhores soluções para empresa, então não é mais tão fácil conseguir vender o mobiliário corporativo usado que não esteja sendo aproveitado.
Outra consideração é que, ainda que os móveis sejam vendidos, o valor será bem abaixo do que foi investido na sua compra, e também menor do que a depreciação anual, especialmente os mobiliários planejados e personalizados, que não se adequam facilmente em espaços diferentes dos que serviram como modelo de projeto e podem não ser de modelos ou cores tão fáceis de comercializar.
Outro detalhe que sempre deve ser considerado na venda de mobiliário usado é o custo de desmontar, embalar e enviar, bem como a possibilidade, real, de que aconteçam danos no processo de desmontagem, pois móveis usados não possuem garantia, então o comprador tem que absorver esses possíveis danos, tornado a experiência ainda mais temerária.
Agora que mostramos de forma mais detalhada as vantagens da locação de mobiliário corporativo de alta qualidade, a dica é agendar um horário com os consultores da John Richard para encontrar as melhores soluções para sua empresa. A John Richard participa de todo o processo de escolha, entrega, montagem e tem anos de expertise, sendo a melhor opção para o aluguel de móveis.